A Intel traz de volta Glenn Hinton, um engenheiro muito importante. O próximo CEO da Intel, Pat Gelsinger, confirmou recentemente que um de seus objetivos mais importantes à frente da gigante dos chips será projetar CPUs melhores, uma declaração com a qual o executivo apontou diretamente para a Apple, e especificamente para seu Apple M1 SoC, um chip com o qual a empresa da maçã mordida estabeleceu um precedente importante que coloca em questão o domínio da arquitetura x86.
Para implementar sua estratégia, o novo CEO da Intel está ciente de que precisa de todo o talento humano que puder obter e, portanto, decidiu trazer de volta Glenn Hinton, um dos mais importantes engenheiros que a Intel teve nos últimos 30 anos, que até agora era aposentado. Não sabemos os detalhes que permitiram esta contratação, mas presumimos que a oferta da Intel terá sido bastante interessante.

O próprio Glenn Hinton confirmou seu retorno à Intel por meio de uma atualização em seu perfil do LinkedIn, onde afirmou claramente que retornará a trabalhar em um novo projeto focado no desenvolvimento de um processador de alto desempenho. Isso significa que o principal objetivo de Hinton não será desenvolver uma resposta ao Apple M1 SoC, mas devolver a Intel à coroa de desempenho da CPU, tanto em multithreading quanto em single-threading, uma coroa que, como muitos de nossos leitores saberão, ela perdeu após a chegada do Zen 3.
Por que Glenn Hinton é tão importante para a Intel?
Tenho certeza que nossos leitores mais antigos saberão pelo menos algumas das realizações deste engenheiro, mas para aqueles que não sabem, vamos dar uma olhada em algumas das mais importantes:
- Ele participou como um dos engenheiros líderes no desenvolvimento das arquiteturas usadas nos processadores Intel Pentium Pro, Pentium II e Pentium III.
- Foi um dos principais responsáveis pelas arquiteturas utilizadas no Pentium 4, e também no Intel Core. Este último marcou uma importante virada.
- Ele também foi um pilar importante no desenvolvimento da tecnologia HyperThreading e na criação da arquitetura Nehalem.
Com tudo isso na mesa, é fácil entender por que a Intel queria trazer Glenn Hinton de volta.
Glenn Hinton, embora nos deixe com duas questões importantes. O primeiro é por que agora, e o segundo está relacionado ao projeto de CPU de alto desempenho: Será um design totalmente novo baseado em MCM?
Responder à primeira pergunta não é complicado. A Intel experimentou uma drenagem significativa de talentos nos últimos anos, o que, no final, cobrou seu preço, disso não há dúvida. Recuperar esse talento é essencial para recuperar a coroa de desempenho e ser capaz de criar processadores melhores.
Quanto à segunda pergunta, acredito firmemente que a Intel acabará dando o salto para um design MCM mais cedo ou mais tarde, principalmente por causa de todas as vantagens que isso representa em termos de custo, rendimento do wafer e facilidade de redução do processo de fabricação. Neste artigo, já analisamos as vantagens e desvantagens dos designs de núcleo monolítico e MCM usados pela Intel e AMD.








